Para Platão, tanto a escrita quanto a pintura não são conhecimentos em si mesmos, mas representações da realidade. Daí porque tanto a escrita quanto a linguagem são “incapazes de se defenderem” perante um questionamento sobre seu significado, requerendo, assim, a presença do autor daquela escrita ou pintura para revelar seu sentido oculto. A linguagem pode, portanto, ser usada para ocultação da verdade. Já a concepção filosófica de Platão é a busca pela verdade absoluta, atingível por meio de um processo dialógico, argumentativo e sustentado na sua coerência após a confrontação com outros discursos.
02-A
As categorias “relação”, “ação”, “tempo” e “espaço” fazem parte do rol de significações que explicam a complexidade das coisas, via linguagem, sempre em relação a uma substância ou sujeito (categoria principal). Por exemplo, em “Maria é mais jovem que sua avó”, tem-se a categoria de“relação”; tomando a idade da avó como referência, Maria é mais jovem. Em “Maria estuda”, a frase expressa a categoria de “ação”, estudar é a ação que Maria realiza. Em “Maria estudou ontem na biblioteca”, ontem é uma categoria referente ao “tempo”em que a ação de Maria foi realizada, e biblioteca, o “espaço” de realização dessa ação. Maria é uma “substância” que existe por si mesma, mas que, por ser complexa, sua realidade pode ser apreendida por meio de uma série de categorias que se expressam na linguagem.
03-C
As categorias aristotélicas funcionam como unidades cognitivas que norteiam a apreensão da multiplicidade e da complexidade das coisas, tendo em vista que é sob tais unidades de cognição que são operadas distinções e classi ficações em relação aos vários modos em que o ser se apresenta no mundo.
04-
a) Resposta pessoal. Espera-se que seja capaz de relacionar o mito com o contexto em que ele está inserido no capítulo, isto é, com as concepções filosóficas da linguagem. Assim, apreendendo o desa o, o aluno poderá concluir que, metaforicamente, o mito trata a memória como equivalente à sabedoria verdadeira, pois a memorização exigiria o esforço mental do raciocínio, a elaboração das ideias em uma atitude de concentração e crítica; já a escrita, ao gravar em texto um dado conhecimento, retiraria o esforço necessário para construí-lo, oferecendo uma aparência de sabedoria. Acessar o conhecimento escrito seria apenas acessar uma lembrança desse conhecimento, e não o processo de sua construção. Em suma, memória seria a sabedoria verdadeira, e lembrança, a aparência de sabedoria.
b) Resposta pessoal. Inicialmente, espera-se que identi fique o sujeito da frase, isto é, os homens que viriam a ter acesso à escrita. Uma vez percebendo isso, espera-se que ele seja capaz de identi car a posição desses sujeitos na crítica que o rei faz ao deus da escrita, ou seja, a advertência de que a escrita criará nos homens a aparência de sabedoria. A chave do signifi cado da sentença está na sua continuidade e no contexto em que se insere em todo o mito.
05-
Resposta pessoal. Espera-se que argumente que, embora outros animais possam viver em grupo, somente o homem possui linguagem complexa ao ponto de permitir comunicação com interação social, aprendizado de signifi cados, transmissão de saberes e experiências, julgamento do bem e do mal etc. Esses são atributos que fazem do homem um animal político.
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As categorias “relação”, “ação”, “tempo” e “espaço” fazem parte do rol de significações que explicam a complexidade das coisas, via linguagem, sempre em relação a uma substância ou sujeito (categoria principal). Por exemplo, em “Maria é mais jovem que sua avó”, tem-se a categoria de“relação”; tomando a idade da avó como referência, Maria é mais jovem. Em “Maria estuda”, a frase expressa a categoria de “ação”, estudar é a ação que Maria realiza. Em “Maria estudou ontem na biblioteca”, ontem é uma categoria referente ao “tempo”em que a ação de Maria foi realizada, e biblioteca, o “espaço” de realização dessa ação. Maria é uma “substância” que existe por si mesma, mas que, por ser complexa, sua realidade pode ser apreendida por meio de uma série de categorias que se expressam na linguagem.
03-C
As categorias aristotélicas funcionam como unidades cognitivas que norteiam a apreensão da multiplicidade e da complexidade das coisas, tendo em vista que é sob tais unidades de cognição que são operadas distinções e classi ficações em relação aos vários modos em que o ser se apresenta no mundo.
04-
a) Resposta pessoal. Espera-se que seja capaz de relacionar o mito com o contexto em que ele está inserido no capítulo, isto é, com as concepções filosóficas da linguagem. Assim, apreendendo o desa o, o aluno poderá concluir que, metaforicamente, o mito trata a memória como equivalente à sabedoria verdadeira, pois a memorização exigiria o esforço mental do raciocínio, a elaboração das ideias em uma atitude de concentração e crítica; já a escrita, ao gravar em texto um dado conhecimento, retiraria o esforço necessário para construí-lo, oferecendo uma aparência de sabedoria. Acessar o conhecimento escrito seria apenas acessar uma lembrança desse conhecimento, e não o processo de sua construção. Em suma, memória seria a sabedoria verdadeira, e lembrança, a aparência de sabedoria.
b) Resposta pessoal. Inicialmente, espera-se que identi fique o sujeito da frase, isto é, os homens que viriam a ter acesso à escrita. Uma vez percebendo isso, espera-se que ele seja capaz de identi car a posição desses sujeitos na crítica que o rei faz ao deus da escrita, ou seja, a advertência de que a escrita criará nos homens a aparência de sabedoria. A chave do signifi cado da sentença está na sua continuidade e no contexto em que se insere em todo o mito.
05-
Resposta pessoal. Espera-se que argumente que, embora outros animais possam viver em grupo, somente o homem possui linguagem complexa ao ponto de permitir comunicação com interação social, aprendizado de signifi cados, transmissão de saberes e experiências, julgamento do bem e do mal etc. Esses são atributos que fazem do homem um animal político.
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